Aquilo que chamamos de amor

Dormir estava cada vez mais difícil, meus pensamentos eram somente nele, eu não conseguia fazer nada, fechar os olhos me fazia ver ele, é, eu precisava mudar isso, eu não sabia como, mas eu ia mudar. Meus olhos começaram a se fechar e então, eu adormeci.
Acordei tarde como de costume, era um sabádo de sol, resolvi me arrumar e sair, peguei meu Ipod no meio daquela bagunça que eu chamo de quarto, conectei ele na caixa de som e coloquei minha música favorita “Realize – Colbie Caillat”, enquanto ouvia organizava meu quarto, arrumei minha cama e fui escolher minha roupa. Vestido curto e all star – perfeito – me olhei no espelho, meus cabelos estavam do mesmo jeito de sempre, bagunçado.
Desci até a cozinha, peguei meu cereal, coloquei leite e comi, minha mãe ouviu que eu estava na cozinha e me chamou, como sempre, ao gritos.
– Juliaaaaaaaaaaaaaaaaaaa, vem aqui!
Sim, minha mãe era escandalosa e eu odiava quando ela me chamava, ela achava que eu era a empregada dela, mas eu fui, afinal, ela é mãe.
– Oi mãe – fala logo, quero sair. Pensei, mas não falei.
– Que tal uma piscina com a mamãe hoje?
– Mãe, estou saindo, se eu voltar e você ainda estiver aqui quem sabe…
– Onde você vai julia?
– No parque onde mais eu iria?
Virei as coisas e fui pegar minha bolsa no quarto, ao dar aquela olhadinha básica no note vi que tinha recebido um convite no msn.
       Breno Bastos; aceitar ?
Por via das dúvidas aceitei , vai que era algum conhecido. Peguei a bolsa, o celular e saí, fui a pé, afinal, pra quem mora no interior como eu, tudo é perto. Demorei uns 20 minutos e estava no parque, aquela grama, aquele lago, estava tudo tão perfeito que eu me arrependi de falar que odiava minha cidade. Continuei andando até a ponte de madeira, olhei para o banco que eu sempre sentava mas ele estava ocupado, olhei bem e vi ele, Derik, ele estava lá, sentado acenando para mim. Derik? No parque? O que estava acontecendo?
Caminhei até o banco e sentei do lado dele.
– Oi Ju.
– Oi Derik, o que você está fazendo aqui?
Derik era lindo, charmoso, moreno, cheiro e fazia meu tipo, desde quando eu tinha 11 anos eu o amava, estava pensando em o que o tinha levado até la quando ele me tirou do meu blá-blá-blá interno.
– Ouviu o que eu disse Ju?
– Ah, não desculpa, estava pensando… – Como ele era lindo, como aquele sorriso me encantava.
– Vim aqui porque eu sabia que iria te encontrar. E acredite ou não eu precisava te ver.
Me ver, ele disse isso? Ele precisava me ver?  Meu Deus, aquilo era um fato histórico, dia 23 de abril devia ser feriado nacional, ok, eu exagerei, mas Derik Moreira não diz pra qualquer uma que precisa vê-la.
– Me ver? Porque?
– Ju, você sabe que eu sempre quis ficar com você, mas de uns tempos pra cá eu comecei a sentir algo a mais.
Fiquei muda, mil coisas começaram a ser passar na minha cabeça, eu gostaa dele fazia tempo e ontem a noite eu tinha decidido que iria pensar de pensar nele.
– Ah, Derik, você me pegou de surpresa, eu nunca pensei que você fosse gostar de mim.
Derik olhou para mim de canto de olho e deu um sorrisinho de canto de boca que deixa qualquer menina louca.
– Ju, olha pra mim.
Olhei para ele, seus olhos me fitavam, ele foi se aproximando de mim, ele estava tão perto que eu conseguia sentir sua respiração, ele me beijou.

Capitulo (II)

Aquele foi o melhor beijo da minha vida, não que eu já tenha beijado vários, mas Derik beijava realmente bem. Parei de beijar ele e o olhei nos olhos.
– Porque você me beijou?
– Ué Ju, estava com vontade e bom, eu sei que você sempre foi afim de mim.
Senti minhas bochechas corarem, ele segurou meu queixo e fez com que eu olhasse pra ele.
– Agora eu tenho certeza do que eu sinto Ju. Eu gosto de você, de verdade.
Aquelas palavras me fizeram beijar ele de novo, e de novo, e de novo, eu gostava de Derik, sempre gostei e essa era minha chance de ser feliz.
Ele me levou para casa, o caminho que eu tinha feito em 20 minutos nós fizemos em 40, e por mim quanto mais tempo com ele melhor.
Chegamos na frente de casa, ele me deu um beijo longo e suave, me abraçou e disse no meu ouvido:
– Eu quero você pra sempre Julia Matarazo.
Meu coração disparou ao ouvir aquilo, olhei nos olhos dele e disse:
– Eu serei sua, sempre.
Ele sorriu e me deu um selinho.
– Quero te levar em um lugar hoje de noite pode?
– Sim, mas que horas?
– As sete eu passo aqui, avisa sua mãe que não tem hora pra voltar ok?
– Ok, mas, qual é a ocasião?
– Ju, coloca uma roupa confortável e leve uma blusa de frio.
É, ele sabia que eu era meio preocupada na questão roupas. Abri a porta, ao pisar em casa ouço minha mãe me chamar.
– Julia, é você?
– Oi mãe!
Minha mãe estava arrumada, reparei que ela tinha deixado dinheiro em cima da mesa junto com um monte de papéis.
– Filha, aconteceu um imprevisto, eu e seu pai teremos que ir viajar, mas como sempre, deixei tudo pronto pra você tá?
Minha mãe e meu pai tinham uma agência de modelos, e alguns desfiles e algumas marcas exigiam a presença deles, ou seja, eu morava a maior parte do tempo sozinha.
– Ah, ok mãe, dessa vez é por quanto tempo?
Minha mãe ficou séria, olhou para mim e então falou tudo o que eu não queria ouvir.
– Talvez nós vamos nos mudar para lá.
– Não! – Gritei, senti minha garganta formar um nó. – Nós não podemos mudar daqui mãe.
Comecei a chorar, era sempre assim, quando algo começava a dar certo na minha vida eu era surpreendida.
– Filha, daqui 1 mês eu volto. Ou pra te buscar, ou pra ficar de vez.
– Que seja.
Subi para o meu quarto, eu estava realmente irritada e chateada, liguei meu Ipod na caixa de som e aumentei o volume, era sempre assim, eu aumentava a música para não ouvir os problemas.
Ligue o meu note, abri meu msn e logo aquele tal de Breno Bastos veio falar comigo.
      Breno B diz: Oi
      Ju Matarazo diz: Oi, desculpa mas, quem é você?
      Breno B: peguei seu msn no twitter, te achei linda =D 
      Ju Matarazo: Ah sim! Obrigada ;$
Tivemos uma conversa normal, não saimos das perguntas sobre idade e série.
Olhei para o relógio, eram duas da tarde e eu não tinha comido nada. Resolvi ligar e pedir meu almoço num restaurante que minha mãe tinha deixado o número, em menos de 15 minutos meu almoço estava lá, quando abri a porta vi no chão uma tulipa vermelha, peguei ela, peguei o almoço e fui correndo para a cozinha, em volta da tulipa tinha um papelzinho bem enroladinho, abri e me surpreendi.

” Eu te quero pra sempre MINHA Ju. 
                                                         Ass: D.M”

Capitulo (III)

Era do Derik, e eu achava ele um desprovido de sentimentos, realmente as pessoas se enganam, terminei de comer e fui para o quarto, eu ainda tinha que lavar e secar meu cabelo, além de escolher minha roupa. Entrei no banho, lavei o cabelo, enquanto deixava ele secar um pouco ao natural fui escolher a minha roupa, abri meu santuário, ou melhor, meu guarda roupas, fiquei olhando para ele até ver a minha blusa xadrez, peguei ela, uma blusinha básica cinza, um shorts jeans e uma sapatilha preta, estava pronta a minha roupa, sequei o cabelo, fiz uma maquiagem bem fraquinha, vesti a roupa, peguei uma blusa de frio, coloquei na bolsa e desci, sentei na sala pra esperar o Derik, depois de 15 minutos a campainha tocou, abri a porta e ele me beijou.
– Tá louco? E se fosse minha mãe?
– O carro dela não está ai, eu sabia que era você.
Dei risada e o abracei, ele me abraçou forte como se me abraçando daquele jeito eu fosse ser dele, pra sempre.
– Vamos senhorita?
– Sim!
Entramos no carro dele, Derik assim como eu tinha dinheiro, mas não éramos esnobes ou metidos como os outros, eu estava navegando em meus pensamentos quando Derik perguntou:
– Avisou a sua mãe que não tinha hora pra voltar?
– Não, minha mãe teve que viajar, vou ficar sozinha 1 mês.
– Uhm, entendi.
Derik estava me levando pra um lugar longe da cidade, ficamos em silêncio por um longo tempo, um pouco antes de chegarmos Derik disse:
– Estamos chegando minha linda.
– Já? – Não fui irônica, tinha sido rápido mesmo.
– Sim, ali.
Derik apontou para uma casa linda de frente para um lago, olhei aquele lugar, ele era realmente bonito.
– É aqui que eu venho pra pensar.
– Aqui é lindo – disse descendo do carro – e frio também.
– Eu disse pra trazer uma blusa.
– Eu trouxe bobão – disse isso e saí correndo.
Derik correu atrás de mim, ele me alcançou, me encostou na parede e começou a me beijar, suas mãos deslizaram sobre o meu corpo, seu toque fazia meu corpo tremer, nosso beijo foi ficando mais intenso, Derik me puxava para ele, minhas mãos passaram por suas costas e pararam ao encontrar o começo da sua calça jeans, paramos de nos beijar, ele olhou nos meus olhos e disse:
– Vamos entrar amor.
Entramos, ao chegar lá dentro Derik me beijou de novo, eu sabia o que ia acontecer, eu queria que acontecesse, eu o amava, desde sempre.
Derik tirou a blusa, tirou a minha blusa também, nossos corpos de encaixavam perfeitamente…

Capitulo (IV)

No dia seguinte acordei ao lado de Derik, fiquei o observando, ele era lindo, seu corpo era perfeito e ele era meu.
– Pode parar de me olhar minha linda.
– Você estava acordado? – Corei, estava realmente reparando em como ele era lindo.
– Sim, mas eu gostei de sentir você me olhar.
– Derik, desculpa se eu fiz alguma coisa errada ontem, foi minha primeira vez e …
Ele me beijou.
– Foi perfeito Ju.
Aquela tinha sido minha primeira vez, eu tinha me entregado para a pessoa que eu sempre amei, foi perfeito, de verdade.
Levantei e fui tomar um banho, quando voltei pro quarto Derik já estava me esperando.
– Vamos embora meu amor?
– Vamos. Eu gostei daqui. – Eu tinha gostado mesmo, além de ser lindo eu ia me lembrar para sempre.
Pegamos nossas coisas e voltamos, antes de ir para minha casa Derik passou no escritório de seu pai para avisar que tinha chegado, ao chegar em casa ele me deu um longo beijo, eu não queria que ele fosse embora e ele sentiu isso.
– Eu venho aqui mais tarde ok?
– Ok, vou te esperar.
Ele foi embora, subi para arrumar minhas coisas, liguei para Alice e contei o que tinha acontecido, eu estava feliz, realmente feliz.
Derik chegou em casa lá pelas oito horas, jantamos, ficamos um pouco juntos, mas ele não falou muito, ele parecia distante, muito distante.
Fui para o meu quarto, estava exausta, peguei meu note e sentei na cama, o tal de Breno me chamou e ficamos conversando por muito tempo. Encostei na cabeceira da cama e comecei a pensar em tudo o que tinha acontecido entre nós, sim agora eu podia falar nós quando estivesse falando de mim e de Derik, ao menos eu achava que podia.
No dia seguinte Derik não ligou, não apareceu, não mandou uma mensagem se quer, talvez eu estivesse me entregado muito rápido, talvez Derik fosse mesmo aquele garoto desprovido de sentimentos que eu sempre imaginei, ao pensar isso comecei a chorar, fui para a janela do meu quarto, o vento secou minhas lágrimas, desci para a cozinha, decidi que sorvete e lenços de papel seriam a melhor combinação para mim, mas naquele momento, a campainha tocou.

Capitulo (V)

Abri a porta e naquela hora eu tive certeza de que algumas coisas são realmente destino, Alice minha melhor amiga estava na porta, com um pote de sorvete de chocolate na mão.
– Julia, o que aconteceu? Porque você está chorando?
Abracei ele, tudo que eu precisava naquele momento era de colo de melhor amiga, e como se ele tivesse sentido isso apareceu na frente da minha casa, minhas lágrimas caiam sem parar eu não conseguia falar, e Alice não se importava, no momento, ela não queria ouvir.
– Ju, olha pra mim.
Olhei para ela, ela estava me olhando com a cara que minha mãe fazia quando estava sem entender nada, dei risada e comecei a falar. Contei tudo o que tinha acontecido, nos mínimos detalhes, mas Alice não demonstrava emoção, ela simplesmente me olhava de um jeito que bom, eu nunca tinha visto antes.
– Entendeu Lice? Ele não ligou mais desde então.
– Ju, o Derik foi embora, eu achei que você já sabia.
Naquele momento meu mundo desabou, eu não acreditava, porque ele fez isso comigo? Será que ele é mesmo sem sentimentos? será que o tempo todo eu estava certa? Será que tudo entre nós não significou nada pra ele?
– Como assim foi embora?
– Ju, ele ia embora, eu achei que você sabia. O Derik vai ficar 6 meses no Canadá.
– Porque ele fez isso comigo Alice? Porque?
Eu estava odiando o Derik, para mim ele não precisava nunca mais aparecer na minha frente, o que ele fez ninguém devia fazer, ele brincou com meus sentimentos como brincava com carrinhos quando era criança. A Alice resolveu passar a noite em casa, segundo ela eu não estava em condições de ficar sozinha, e foi bom, mas como sempre, dormir não era fácil, ainda mais com lágrimas caindo, meu travesseiro secava cada uma delas, até eu adormecer…
No dia seguinte eu acordei anestesiada, para mim nada iria me atingir, nada ia me deixar no chão, até porque eu já estava lá.
– Ju, vou pra casa tá?
– Pode ir Alice, obrigada por dormir aqui.
– Por nada. Fica bem tá amiga?
– Vou ficar.
Não, eu não ia ficar bem, meu coração estava quebrado, minha virgindade tinha ido embora, e o cara que eu amava também. As horas não passavam, eu olhava no relógio e quando parecia ter passado horas e horas tinham passado apenas minutos, eu sabia que ia ser difícil, e eu sabia também que ia demorar pra passar, a dor que eu estava sentindo não ia acabar com o tempo, até porque o tempo não acaba com as dores.
Derik não saia de meus pensamentos, muito menos do meu coração, eu sabia que o melhor a fazer era odiá-lo assim eu ia sentir algo por ele sem ser amor.
Meu note havia ficado ligado, fui lá para ver o que estava acontecendo pelo mundo virtual, Breno tinha me chamado um milhão de vezes, fui falar com ele. Desabafei, naquele momento eu sabia que Breno era especial, eu sabia que ele seria meu amigo, e eu sabia também que ele não ia poder estar comigo pra me ajudar a levantar daquela fossa, afinal, ele morava a 200km de distância, e cá entre nós, não é nada perto.
O tempo foi passando, minhas conversas com Breno foram aumentando, nossa amizade também, Derik passava menos por meus pensamentos, mas sempre aparecia em meus sonhos, eu ainda desejava ter ele ali comigo, eu queria sentir seu toque de novo, eu queria ouvir o som da sua voz dizendo que me amava, mas como todos sabem, querer não é poder.
1 mês depois …

Capitulo (VI)

Um mês se passou, faltavam apenas 5 meses para Derik voltar, minha mãe já tinha voltado, nós íamos continuar morando naquele fim de mundo, as horas voltaram a passar normalmente, a ferida que Derik deixou estava começando a cicatrizar, minhas lágrimas haviam diminuindo e eu já não sentia tanta falta dele.
Como de costume abri meus e-mails antes de ir para escola e para a minha surpresa Derik me escreveu, sim, depois de 1 mês ele escreveu.

” Ju,
Desculpa, eu sei que você deve estar me odiando, não te julgo por isso, me odeie o quanto quiser, mas por favor, sinta algo por mim. Eu não contei que eu ia embora porque eu te amo, eu sinto sua falta todos os dias, e vir para cá sem te dizer adeus foi mais difícil do que eu imaginei. 
Sabe, eu não contei que eu vinha porque eu sei que você não iria se entregar, eu sei que você não me amaria, porque você não gosta de arriscar Ju, e eu não queria te perder. Antes de entrar no avião a primeira coisa que eu pensei foi em você, e todos esses 31 dias a única coisa em que eu pensei foi em você. Não me esqueça, não deixe de me amar, não deixe de sonhar comigo, não deixe que outra pessoa tome o meu lugar em sua vida. 
Desculpe mais uma vez por não ter te falado que eu iria embora, mas sabe Ju, é muito difícil dizer adeus quando o que se quer na verdade é ficar.
Eu te amo para sempre minha Ju.”

Minhas lágrimas não paravam de cair, a ferida que tinha começado a cicatrizar estava sangrando de novo, eu não havia esquecido ele, eu nunca iria esquecer.
Fui para a aula, ao chegar na escola contei para Alice sobre o e-mail, ela disse para eu não me iludir e eu sabia que era melhor não me iludir mesmo, continuei com a vida de antes de receber o e-mail, escola, jazz e casa.
Ao chegar em casa corri para meu note, caixa de e-mail vazia, eu já devia saber. Breno me chamou no msn, ficamos conversando horas dessa vez, ele me entendia perfeitamente, parecia minha metade, mas ele morava longe demais para me completar. Breno dizia que nunca faria o que Derik fez, ele dizia que nunca me faria sofrer, e com otempo acabei me apegando a ele, acabei gostando dele, muito mais do que eu devia. Nossas conversas começaram a ser mais intimas, era como se Breno fosse meu namorado, mas ele não estivesse ali todos os dias, a cada dia meu desejo por Breno aumentava, mas havia um problema, o meu desejo por ter Derik de volta não diminuía a Breno sabia disso.
Breno B diz: Amor, você ainda ama ele não é?
Ju Matarazzo: Sim, mas eu gosto de você entende?
Breno B diz: Eu entendo, mas não significa que eu queira que seja assim, eu quero que você só pense em mim, eu preciso que você precise de mim, só de mim.
Não respondi, eu sabia que aquela era hora de por um ponto final na minha breve história com Derik, era hora de eu tentar ser feliz de novo, eu sabia que ia ser difícil, mas eu ia tentar.

“Derik,
Eu te desculpar não vai mudar as coisas, você vai ser sempre o meu Derik, o meu amor, mas isso não vai fazer eu te odiar menos. Você me fez sofrer, você me fez te esperar e não voltou mais, você foi embora sem dizer adeus, você podia ter me contado, eu não teria deixado de fazer nada que eu fiz, eu te AMAVA, é Derik, eu AMAVA, agora eu só gosto de você. Outra pessoa já entrou na minha vida, outra pessoa está secando as lágrimas que você deixou, outra pessoa está pegando cada pedaço do meu coração e colando pra ele voltar ao normal, e quer saber, eu amo essa outra pessoa, eu amo por ela ser quem ela é.
Não te esquecerei nunca, você foi importante para mim, eu te amei de verdade, tudo entre nós foi verdadeiro, mas eu só te peço uma coisa agora. Me esqueça e deixa eu te esquecer também. 
Beijos, Ju.”

Era o fim de tudo e o começo de tudo, agora faltava só uma coisa, ter Breno perto de mim. Eu sei que não seria fácil, eu sei que amar alguém que mora longe não ia ser uma tarefa que daria muito sucesso, mas eu precisava tentar, por mim, pelo Breno, pelo meu coração.

Capitulo (VII)

Mais um mês se passou, Derik continuava  longe e eu continuava esperando por ele.
Eu e Breno estávamos levando um  relacionamento a distância muito bem,mesmo nunca tendo visto ele.Breno gostava de mim, ele queria realmente  me ver feliz ,e eu queria faze-lo feliz também.
O telefone tocou me tirando daquele bla bla bla interno .
-Alô?
-Ju,é a Duda
-Oi Duda
-Ju,daqui 20 minutos estou passando ai pra gente ir pro clube.
-Mas eu não…
-Se arruma beijos.
È , clube não seria uma má Idea se eu fosse uma menina que não tivesse sido largada pelo meu quase namorado ,parei de reclamar e fui me arrumar .Peguei tudo que eu precisava e desci.
Sai na porta e Duda  chegou com seu carro  que ela dirigia pessimamente mal, entrei no carro e nós fomos para o clube.
Pela primeira vez eu havia reparado em como o dia estava bonito ,eu devia ter escolhido outro biquíni,porque o que eu escolhi era um biquíni para deixar  na bolsa não estava colaborando ,parecia que todo mundo estava olhando para mim,não que eu não estivesse gostado, mas eu sabia  que o motivo de todos aqueles olhares era meu biquíni laranja horroroso.
O dia passou rápido, eu havia me divertido muito, mas eu tinha que ir para casa , eu precisava falar com o Breno.
Cheguei em casa dei tchau para as meninas e quando estava entrando  meu celular tocou ,era o toque do Breno,atendi correndo.
-Oi meu amor!
-Oi Ju da minha vida,que saudade da sua voz.Juro que minha bochecha ficou roxa de tanta vergonha.
– Eu também estava com saudade.
-Ju,tenho uma surpresa pra você,só não sei se você vai gosta.
-Aé!Qual é a surpresa?
-Olha pra trás.
Ao olhar para trás  minhas pernas bambearam ,minha boca secou,minha mão ficou fria, eu nunca tinha sentido aquilo antes, eu não sabia o que fazer..

Capitulo (VIII)

Na verdade eu sabia, Brenno estava atrás de mim, corri até ele, ele me abraçou com força, ele era exatamente como eu tinha imaginado, moreno, um pouco mais alto que eu e um sorriso perfeito. Eu olhava para ele tentando enxergar o que fez ele ir atrás de mim, sem precisar dizer nada eu descobri.
– Ju, eu amo você, eu não aguentava mais te ver mal e não poder fazer nada, agora eu estou aqui e o Derik é só uma lembrança que você deve esquecer.
Não, Derik não era só uma lembrança, Derik ainda era um passado bem presente em meus sonhos, e em minha vida também, mas eu não disse isso, eu não queria magoar o Brenno.
– Você é maluco, e eu gosto de você.
Breno me beijou, seu beijo era intenso, era quente ao mesmo tempo que o meu era frio, nossos sentimentos não eram os mesmos, eu nunca iria amar o Breno como eu amei o Derik, mas Breno parecia não se importar com isso.
– Vamos entrar Breno? Pelo visto você veio pra ficar por um tempinho, acho que o quarto de hóspedes está vazio.
Ele deu um sorriso de canto de boca e olhou nos meus olhos.
– Tomara, porque eu não quero ir embora hoje.
Entramos, conversamos, apresentei ele para minha mãe, que por sinal ficou muito feliz por eu ter deixado o passado de lado, mesmo que por apenas alguns minutos.
No começo da noite resolvi levar Breno para conhecer minha cidade, não que ela fosse grande, mas valia a pena sair por aí e olhar o mundo. Ele segura minhas mãos como se eu fosse a coisa mais importante da vida dele, ele tinha certeza que não queria me perder, já eu nã tinha certeza de nada, pelo menos não naquele momento.
Continuamos caminhando e conversando, às vezes ele me dava uns beijos, mas parecia que estar comigo era mais importante do que ficar de agarração e eu me senti bem com isso, na verdade eu me senti bem de fazer alguém se sentir bem ao meu lado, é.
O final de semana passou mais rápido do que eu imaginei, Breno acordou no domingo meio tristinho e então fui falar com ele.
– O que aconteceu amor ?
– Eu vou embora hoje, eu não queria ir, eu queria ficar aqui, com você.
– Não importa onde você vai estar Breno, eu vou estar gostando de você do mesmo jeito, eu vou pensar em você do mesmo jeito.
– Eu sei, mas pra mim é realmente difícil ter você comigo e depois ter que ir embora.
– É, pra mim ser deixada pela segunda vez não parece tão difícil assim.
Breno me olhou deu um sorriso desanimado e começou a recolher suas coisas. Levei ele até o aeroporto e mais uma vez eu estava sozinha, sem o Breno e sem o Derik. Olá solidão.
Fui para casa, mal entrei em casa minha mãe já estava gritando o meu nome como de costume.
– Juuuuuuuuuuuuuuu, filhaaaaaaaa!
– Oi mãe?!
– A mamãe vai sair, só volto mais tarde ok?
– Tá mãe.
Subi para o meu quarto, e liguei o note, naquele dia eu senti uma falta tremenda daquele maluco que viaja mais de duas horas só pra me ver. Eu pela primeira vez tinha lembrado de Breno, com saudades, de verdade.
Mas isso durou pouco, durou o tempo suficiente do meu celular tocar e eu ver o nome de quem estava ligando, segundo meu querido identificador de chamas era Derik.
– Alô?
– Ju? Sou eu.
– Oi Derik. Tudo bem?
– Sim e você?
– Estou indo…
O silêncio durou alguns minutos, até Derik quebrá-lo como fez com o meu coração.
– Ju, você está com alguém ?
– Não, estou sozinha aqui em casa.
Eu sabia o que ele queria que eu respondesse, mas eu não ia responder o que ele queria, não sem ele ser mais direito.
– Você entendeu o que eu quis dizer.
– Não sei se eu estou com alguém, eu acho que estou. Porque?
– Eu sabia, mas mesmo assim, eu quero te pedir uma coisa.
– Pede…
– Vem me ver ?
– Como assim Derik? Você quer que eu vá até o ai te ver?
– Eu voltei Ju, por você.
Naquele momento o celular caiu da minha mão, meus olhos se encheram de lágrimas e mais uma vez eu não sabia o que fazer.

Capitulo (IX)

Respirei fundo, peguei o celular do chão, estava tremendo, mas eu sabia que aquilo era apenas um dos efeitos que Derik causava em mim.
– Onde você está?
– Na casa que eu te levei antes de ir embora.
A voz de Derik soava fraca, como se um nó estivesse na garganta dele, eu queria ver ele de novo, eu queria pelo menos olhar na cara dele e ver que ele ainda me amava.
– Eu vou Derik. Amanhã no fim da tarde eu pego o primeiro onibus e vou.
– Obrigada Ju. Eu te amo.
Não ouvi mais nada, Derik havia desligado o celular sem ouvir ao menos o que eu ia dizer antes de desligar, mas tudo bem, eu entendia ele.
Derik e Breno não saíram da minha cabeça durante a noite toda, eu tinha que tomar uma decisão, eu não podia ter os dois, eu não ia ter os dois, mas pra isso eu ia ter que fazer um sofrer, e eu sinceramente não queria fazer isso.
No dia seguinte tudo o que u conseguia pensar era em como contar para o Breno que o Derik havia voltado e que eu tinha decido que iria vê-lo, mil maneiras se passaram pela minha cabeça, mas a mais fácil era só dizer a verdade e foi isso que eu fiz. Peguei o celular e liguei para o Breno.
Aquele tu….. tu …. nunca demorou tanto, parecia uma eternidade até eu ouvir aquela voz familiar que me fazia corar.
– Oi meu amor !
A animação de Breno fez eu me sentir culpada pelo que eu ia fazer, mas eu não voltei atrás.
– Oi amor. Eu preciso falar com você, e é sério!
– Pode falar Ju, o que aconteceu?
O tom de preocupação tinha afetado totalmente a voz animada de Breno, uma pontinha de culpa fez meu peito doer bem lá no fundo, como se eu estivesse começando a sentir uma cicatriz se abrindo.
– O Derik me ligou, ele voltou e quer me ver, e eu vou.
O silêncio pairou por alguns minutos, depois de um suspiro Breno respondeu.
– Ok Ju, se você quer isso, vá. Eu não posso te impedir, nunca vou poder.
Por um instante eu não queria ter ouvido aquilo, era como se Breno não se preocupasse com o fato de que a namorada dele estava indo visitar o ex com quem perdeu a virgindade.
– Ok? Você só vai falar isso?
– O que você quer que eu fale Ju? Que se você for e acontecer tudo de novo eu vou sofrer? Isso vai mudar alguma coisa?  Isso vai fazer você ficar?
Minhas palavras não saíram, uma lágrima escorreu pelo meu olho, eu estava sendo egoísta demais pensando que ele não fosse se importar, é claro que ele ia se importar, é claro que ele estava sofrendo com a minha decisão, mas ele não podia mudar isso.
– Eu vou hoje no fim da tarde e amanhã de manhã já estou de volta.
– Você vai de onibus?
– Sim, é a forma mais prática de chegar lá quando não se tem um carro.
Uma risada dele fez eu me sentir melhor, mas isso logo acabou.
– Tá bom, lembre-se Ju, eu te amo muito, independente da distancia ou do que vai acontecer hoje, eu sempre vou te amar.
Dessa vez quem desligou o telefone sem dizer nada foi eu, entre lágrimas e soluços fui arrumar minha mochila, peguei tudo que tinha que pegar e desci, falei com a minha mãe e fui encontrar com as meninas. Ficamos conversando até o fim da tarde quando já era hora de pegar o onibus.
Duda me abraçou forte e sussurrou no meu ouvido.
– Garota, não faz nada de errado, não troque o certo pelo incerto, não se decepcione de novo.
Olhei para ela, fiz que sim com a cabeça e entrei no onibus, a viagem não era longa, pelo que eu me lembrava demorava no máximo uma hora. Sentei no banco peguei meu Ipod e adeus mundo externo, estávamos quase no meio do caminho quando eu vi uma luz muito forte vindo da frente do onibus, ouvi gritos e então senti uma dor enorme me atingir, desmaiei.

Capitulo (X)

Acordei sendo socorrida, luzes vermelhas e azuis estavam me deixando tonta, ouvia pessoas chorando, homens falando e então ouvi a pior coisa que eu podia ouvir em toda minha vida “só conseguimos salvar três pessoas”. Eu era uma daquelas pessoas, naquele momento comecei a chorar, as lágrimas caiam de meus olhos e escorriam pelo meu pescoço, eu estava sentindo uma dor enorme na minha perna, mas não conseguia acreditar que aquela dor era pior do que a dor de todas aquelas mães, mulheres, maridos e filhos que estavam ali recebendo a noticia de que seus parentes não haviam sobrevivido.
Me colocaram para dentro da ambulância, antes de entrar senti uma dor mais forte na minha perna, acho que quebrei algum osso, mas eu não estava conseguindo pensar direito, eu não lembrava como tinha sido o acidente. Começaram a aplicar um monte de remédios e agulhas em meu braço, fui ficando cansada e então adormeci.
Acordei de novo só nos hospital, a primeira coisa que eu vi ao abrir os olhos foi um olho azul, cheio de lágrimas me olhando, sim, Derik estava lá olhando para mim, chorando.
– Não chora, eu estou bem!
– É culpa minha, desculpa.
– Não, não é culpa sua.
– Ju, tem alguém aqui que quer te ver e com certeza você também quer ver essa pessoa, afinal, você falou o nome dela várias vezes enquanto dormia.
Olhei para porta e Breno estava lá, meu coração deu um aperto, ele chorava mais que Derik, mas ele estava com raiva.
– Eu só vim porque ele me chamou, ele disse que você chamava o meu nome.
– Eu devo ter chamado mesmo, a única coisa que eu sonho agora é com você, eu devia estar sonhando.
– É, talvez.
Meus olhos olharam ao redor procurando Derik, ao vê-lo pedi para que ele me deixasse sozinha com Breno, a gente precisava conversar.
Derik saiu na hora, Breno se aproximou da minha cama, pegou a minha mão e começou a falar e a chorar.
– Ju, eu não aguento ver ele aqui, eu não consigo ver o tanto que ele te ama, eu não consigo fingir que está tudo bem, porque não está.
– Breno… eu…
Na hora que eu ia falar a verdade a doutora entrou na sala, pela primeira vez eu ia saber o que tinha acontecido comigo.
– Oi Julia, sou a Dr. Ana e vim falar o que aconteceu com você.
– Oi, eu acho que eu sei mais ou menos.
– Bom, você sofreu um acidente gravíssimo, quebrou a perna e teve alguns cortes, nada grave perto da gravidade do acidente, você estará melhor em alguns dias, enquanto isso, você ficará em observação aqui no hospital.
– Ok.
A Drª saiu da sala e na mesma hora pedi para Breno pegar o jornal pra eu ver como tinha sido o acidente, ele não queria, mas pegou.
Era a noticia da primeira página “Acidente de ônibus mata 20 pessoas na rodovia esta madrugada”.
Comecei a ler e segundo os peritos e os policias um caminha bateu de frente com o onibus em que eu estava fazendo com que o onibus capotasse várias vezes.
Eu não me lembrava do acidente, a última coisa que eu me lembrava era de ter entrado no onibus para ir conversar com Derik, mas pelo visto, o destino não queria que essa conversa acontecesse.
Derik bateu na porta e colocou a cabeça para dentro.
– Posso entrar?
Olhei para Breno, ele fez que sim com a cabeça e abaixou o olhar, eu sabia que ele não estava gostando da situação, mas aquela era a situação no momento, e ele tinha que se acostumar com ela.
– Pode sim.
Erik entrou e então Breno tomou uma atitude que eu não esperava que ele fosse tomar.
– Ju, é o seguinte, eu não aguento mais essa situação. Agora você escolhe ou eu ou ele.
Meu coração disparou, Derik olhou espantado para Breno, mas parecia feliz com tal atitude, eu não sabia o que falar, eu não podia escolher um dos dois. Ou eu podia?
Decidi que o melhor a fazer no momento era aceitar a situação e enfrentá-la.
– Ok, vocês querem mesmo isso?
Os dois se olharam e pela primeira vez eles estavam concordando em algo, isso me deu medo, mas eu fingi que estava bem.
– Eu amo vocês, os dois, mas eu não posso ter os dois, e eu já tinha tomado essa decisão mais cedo…
Eu já tinha decido mesmo, mas eu não queria falar, eu não queria magoar ele, afinal, eu amava ele, ele me amava, e ao invés de um teríamos dois corações partidos, mas eu tomei coragem e falei.

Capitulo (XI)

– Derik, eu te amo, muito. Mas você foi embora, me deixou sozinha, me deixou chorando e então o Breno veio e secou minhas lágrimas, me ajudou a consertar meu coração e eu acabei me apaixonando, de novo.
Olhei nos olhos de Derik depois de falar isso, eles estão mais azuis, talvez porque eles estavam cheios d’água.
– Ju…
– Não tem mais jeito Derik, vamos parar de nos enganar, não vai mais dar certo, na verdade, não deu certo desde o inicio.
Breno estava quieto, mas seu olhar transmitia uma tranquilidade que me acalmou, ele respirou fundo, levantou e veio pra perto de mim.
– Olha Ju, eu te amo, mas você tem certeza que essa é a escolha certa ?
– Como assim?
– Ju, eu te amo tanto que eu sofreria só pra te ver feliz, eu não quero que você faça a escolha que daqui um tempo talvez você ache a errada.
Eu não acreditei que ele estava falando aquilo, ele me amava mesmo, ele seria capaz de qualquer coisa por mim, e eu ainda estava dividida, o que eu iria fazer agora? Eu amava Breno, e ele me amava, Derik tinha ido embora, tinha partido meu coração, e eu ainda não tinha me recuperado por completo. Ele não me merecia.
Parece que ele ouviu meus pensamentos, Derik levantou da cadeira ao lado de minha cama e saiu, Breno foi atrás e eu fiquei lá, sem poder fazer nada, afinal, além de um coração partido eu tinha outras coisas machucadas.  

Breno
Fui atrás de Derik, eu não me conformava como uma garoto daquele podia fugir sempre que a situação complicava, ele desceu as escadas correndo, mas eu consegui chegar até ele antes que ele fosse embora de novo.

– Derik cara, qual é a sua?
– Qual é a minha? Você tem noção do quanto eu te invejo? Você sabe o quanto eu queria ser você?
– Como?
– É isso mesmo Breno, eu queria ter o amor da Julia, eu queria ser igual você, eu queria me arriscar por um amor, mas eu não tenho coragem. Eu queria poder falar pra Ju que eu sofreria pra ver ela feliz, mas eu não consigo sabe porque? Porque eu sou egoísta, eu não consigo não ser feliz.
– Você ta ouvindo o que você está falando? Isso é loucura.
– Eu estou ouvindo, e isso não é loucura nenhuma, eu não mereço a Ju, você merece. Eu não abandonaria nada por ela. Sabe porque eu voltei? Não foi por saudades, foi porque eu fiquei doente lá, e meus pais não queriam que eu ficasse sozinho.
– Sai daqui agora, vai embora, soma da vida da Julia. AGORA!
Gritei, médicos e pacientes que passavam ali pararam para olhar, eu estava nervoso demais, como eu iria contar aquilo para Julia? No fundo, eu sabia que a maior parte do amor dela era dele.
Voltei para o hospital, comecei a subir as escadas bem devagar, eu não queria ter que contar aquilo para Julia, mas eu tinha que contar, eu sei que eu tinha.
Cheguei no quarto ela estava me olhando.
– Ju…
– Não precisa falar, ele foi embora né?
– Sim, mas Ju, ele não te merce, ele foi embora porque ele sabe disso.
– É.
Ela começou a chorar, eu não aguentava ver ela chorando, eu queria poder segurar ela em meus braços e dizer que aquilo ia passar, mas o máximo que eu podia fazer era segurar suas mãos.
– Vai passar Ju. Eu prometo que  daqui pra frente você vai ser muito feliz.

Julia
Eu estava segurando as mãos de Breno quando acordei. Ele estava ali imóvel. Eu fiquei o observando por alguns minutos antes de acordá-lo.
– Amor?
Ele sorriu e então abriu os olhos.
– Se todos os dias eu acordar ouvindo isso eu vou ser o cara mais feliz do mundo.
Dei risada, eu me sentia melhor e segundo os médicos, eu já tinha condições de ir para casa. Ao pensar isso eu fiquei feliz, então a felicidade se completou, meus pais chegaram no quarto.
– Minha filha, nunca mais faz isso, não deixe a mamãe nessa angústia de novo.
– Mãe, qual é, vamos parar de drama ok? Foram só alguns arranhões.
Meu pai riu, ele simplismente adorava meu senso de humor.
– Você como sempre usando esse seu humor né filha?
Dei um dos meus melhores sorrisos para ele.
Não precisei apresentar Breno para eles, afinal, ele tinha ficado alguns dias em casa e eles já se conheciam.
– Bom, se não for pedir demais, eu posso ficar um pouco com a minha mãe aqui? Vocês dois vão lá na lanchonete comer algo que eu vou me arrumar para ir embora desse lugar.
– Amor, eu te amo.
Aquele eu te amo me pegou despreparada, mas eu gostei, as borboletas que antigamente tinham parado de voar em meu estômago retomaram vida e começaram a voar de novo. É eu estava me apaixonando, e sinceramente, eu estava gostando.
– Eu também te amo.
Os olhos de Breno brilharam e então ele saiu do quarto.
Eu e minha mãe começamos a conversar enquanto eu tomava um banho, ela como sempre me salvou. Levou para o hospital maquiagem e roupas, os meus grandes e verdadeiros amores.
Me arrumei, minha mãe assinou os papéis e então nós fomos para a lanchonete. Comemos por la mesmo, e fomos para casa.
Ao chegar em casa meus pais resolveram que seria melhor deixar eu e Breno a sós por um tempo, os dois saíram para dar uma volta na cidade.
– Breno, eu quero falar com você.
– Eu sei, por isso eu estou aqui.
– Breno, eu te amo, mas eu não suportaria ver você ir embora agora, eu não quero ter você longe de mim por muito tempo.
– E você não vai ter, quando você sofreu o acidente, meu pai pediu transferência para cá. Eu vou morar aqui agora Ju.
Abracei ele, ele me olhou, segurou minha cintura e me beijou, ele me beijou com amor, e eu retribui. Nosso beijo foi com o amor, eu queria ele para sempre comigo.
– Ju, eu te amo.
– Eu também.
Ele me colocou na cama, mas nós nao fizemos nada. Breno não precisava de uma prova de amor, ou talvez ele já tivesse tido uma, ele me abraçou e ficamos assim por um bom tempo.
O tempo foi passando minha vida foi voltando ao normal, eu via meu namorado todos os dias e finalmente eu posso dizer que estava feliz.
Breno foi me encontrar na praça e ao ver ele chegar meu coração disparou, minhas mãos gelaram, minhas pernas bambearam as borboletas de meu estômago quase saíram voando pela boca e então eu tive certeza do que eu estava sentindo. Eu estava sentindo aquilo, exatamente “aquilo que chamamos de amor.”

FIM, por enquanto. 

História escrita por @pamellapaschoal

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3 comentários em “Aquilo que chamamos de amor

  1. Isabela Camilo disse:

    se o nome da garota fosse Isabela , seria a minha história! :s

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