Onde está Romeu?

Onde está Romeu? (Capitulo 1)

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“Sempre fui do tipo de pessoa que acredita em destino, porém, de uns tempos pra cá, ele vem brincando com meus sentimentos de uma forma estranha e um tanto quanto cruel. Hoje, para em frente a uma escrivaninha antiga, com meus trinta e poucos anos, decido escrever a história mais linda do mundo, o romance mais improvável e infeliz do mundo, o meu.”

11 de setembro de 2001

O mundo para, naquele momento, estava sentada no aeroporto esperando meu voo para Nova York e a cena que vejo é a destruição. As nossas tão conhecidas torre gêmeas em chamas, pessoas desesperadas começam a tirar seus celulares dos bolsos, lágrimas caem e eu observando tudo aquilo, tão afetada quanto eles, porém, em choque. Meu pai, aquele ser que eu amava e respeitava estava ali em uma das torres numa reunião de negócios, com as mãos ainda trêmulas, faço a ligação mais importante da minha vida

“tuuu… tu…” Nunca uma demora como essa, e então aquela voz que me trouxe a paz.
– Alô? – disse meu pai com uma voz seca e fraca.
– Pai? Tá tudo bem? – meu desespero era percebido a quilômetros de distância.
– Sim, está, quer dizer, comigo está.
– Não era pro Sr está numa reunião agora? – perguntei assustada
– Fiquei preso no trânsito, não cheguei a tempo… Filha, tenho que desligar, até mais tarde.

Naquele momento percebi que o destino de algum modo, havia conspirado a favor de meu pai, minha família, e por algum motivo muito estranho, ele estava só começando.

A bagunça no aeroporto, as pessoas correndo de um lado para o outro, voos sendo cancelados e eu decidi que Nova York poderia esperar pelo menos mais alguns meses. Saí daquela loucura e fui procurar um taxi, a volta para casa foi um tanto quanto chata, silenciosa demais.

Chegando em casa vi meu apartamento vazio, minha mãe já havia deixado tudo pronto para a minha mudança, que por sinal, não aconteceria mais. Comecei a tirar roupas, e sapatos das caixas, abri os armários novamente e comecei a colocar tudo de volta em seus devidos lugares, uma pena, afinal, Nova York era um sonho para mim, mas ele estava acabando, aos poucos, mas estava.

A campainha toca, e ao abrir, encontro ali, na porta da minha casa um de meus maiores problemas, e provavelmente, o destruidor de meus sonhos, não de todos, mas da maioria.

(continua…)

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